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21 de março de 2013

Luto - momento de dor e reflexões



E mais uma vez estou eu na frente do computador, mexendo nas teclas com as minhas mãos e dedos trêmulos. Estava na pista, voltando para casa, com muita coisa na cabeça sobre o que eu iria escrever, mas agora não consigo transformar todos esses pensamentos em palavras. Estava eu no meu canto sagrado (banheiro) tomando banho, a pira era geral, muita coisa para colocar aqui, porém como fumaça, se desfez no espaço.
Assim estou, depois de chorar mais de dez horas pela perda do pequeno Felipe Santana, de apenas dois anos e quatro meses, e querendo expressar o que sinto. O maior problema é ser EU e colocar um sentimento que me agonia. Comentei a poucos minutos, num chat, sobre o que sentia quando me  disseram que “DEUS” confortaria a mim e a família da pequena criança, mas receio não ser muito coerente postar aqui o que eu disse.

Nesse momento de tristeza, dor, sentimentos mais variáveis e confusos, o que posso dizer que é estranho um SER enviar uma criança ao mundo para sofrer. Como pode esse mesmo “ser” fazer que um inocente venha ao mundo, sofra – exaustivamente – por oito meses e depois de tanto sofrimento e sonhos da família, esse mesmo “ser” (que tudo faz e tudo sabe) leva a pequena criança e ainda tem que confortar aqueles que sofrem pela dor? Por que não evitou tal situação ao mandar ao mundo uma criança para sofrer? Que “propósito” é esse que tanto dizem nas palavras de condolência?

Que me desculpem os que acreditam nesse “ser”, mas se ele é o mesmo que: traça planos, “sabe o que faz”, o mesmo que “dá o fardo conforme nós aguentamos”, e tantas outras frases de impactos, pode trazer tanto sofrimento?

São estas e tantas outras perguntas que me confundem a cabeça.

Que o pequeno Felipe possa, finalmente, descansar, e que um dia eu possa entender esse “propósito” que lhe foi confiado. Que a família possa encontrar respostas. Que um dia a morte, algo natural, possa ser compreendida. Afinal sabemos que a Lei Natural das coisas é que nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos, mas quando essa Lei Natural é quebrada, de quem é a culpa?

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