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26 de novembro de 2012

Dez questões para elas que querem casar




Com informações de Tempo de Mulher
Com exceção do papel assinado, morar junto com o namorado é uma decisão idêntica ao casamento, que exige a mesma maturidade e comprometimento com a relação. Mesmo que um já conheça os hábitos do outro, as manias e virtudes, sempre rolam algumas dúvidas na hora de "juntar as escovas". Afinal, não é fácil sair da zona de conforto na casa dos pais e encarar uma vida a dois. No caso de quem tem autonomia (mora sozinho), a complicação é ter que dividir o teto (e as opiniões próprias) com o outro. É por essas e outras que uma mudança tão grande no seu estilo de vida exige tato e cuidados, caso contrário o sonho pode virar um desastre. Para a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, é nesse aceitar e conviver com as diferenças do outro que a relação pode não engrenar.

A decisão de morar juntos 
Essa decisão definitiva de morar juntos soa mais fácil para os homens, uma vez que são objetivos e práticos. Segundo a especialista, a mulher idealiza mais e precisa, em alguns casos, cumprir um ritual para oficializar aquela relação, mesmo que não seja casando. "Para o homem é mais fácil. Ele é mais objetivo e prático. Já a mulher é mais detalhista. Para ela tem todo um contexto envolvido, é afetiva, idealizadora e tem a questão da família envolvida às vezes. No fundo, não dá para negar que a mulher espera que tenha um ritual que marque essa união", explica Marina. Para a psicóloga Triana Portal, os homens tendem a ser mais preocupados que as mulheres, pois temem perder a liberdade e ter que repartir bens materiais, por exemplo.

Quem vai conviver com outra pessoa vinte e quatro horas por dia sabe que vai ter de lidar com manias, defeitos e chatices. O maior desafio, explica Marina, é não querer mudar o outro. "Tudo bem que algumas coisinhas você pode modificar ou dar uma adaptada, mas o básico do jeito de ser dele não muda. As pessoas têm mania de querer ficar mudando o outro", avalia a psicóloga. 
Para quem está planejando compartilhar um lar com o namorado, as psicólogas separaram (e comentaram) dez perguntas que você deve fazer a si mesma antes mergulhar nesta nova fase da sua vida. Responda, reflita e seja feliz!

Seremos o "casal que mora junto" ou o "casado no papel"? 
Para a terapeuta de casais Marina Vasconcellos, a diferença é mais psicológica. Para a pessoa que dá valor ao compromisso no papel, psicologicamente e emocionalmente isso pode, sim, afetar a relação. Mas, na prática, não faz diferença nenhuma. 'Vocês estão morando ali, já estão casados. Já existe o laço. Mas para muitas famílias tradicionais isso faz toda a diferença', explica.

Já para a psicóloga Triana Portal, a questão é mais de cunho simbólico do que prático uma vez que muitos casais têm uma vida conjugal plena sem estarem casados no papel. De qualquer forma, as convenções, contratos e afins, explica Triana, servem para nos dar a ideia de que o compromisso sério traz deveres e direitos. "Acredito que o 'morar junto' dá a sensação de que podemos ir embora a qualquer momento ou desistir da relação mais facilmente sem complicações. Isso faz com que as pessoas sejam imediatistas, orientadas pelo prazer momentâneo e pouco dispostas a trabalhar a relação", avalia.

Estão dispostos a dividir os mesmos espaços? 
Marina Vasconcellos - Quando você vai morar junto tem que levar a outra pessoa em consideração e dar satisfações. Mas, ao mesmo tempo, é fundamental ter sua individualidade, seu espaço. Há casais que vão morar juntos e continuam com comportamentos de solteiros. O que se deve entender é que são dois indivíduos que moram juntos e que vão formar uma terceira relação: é ele, você e o 'nós' que precisará ser construído. É difícil para as pessoas chegarem a um equilíbrio, mas é uma meta importante para o casal dar certo.

Triana Portal - Morar junto não implica dizer que o tempo livre da pessoa automaticamente tende a virar compartilhado. Mas se alguém toma a decisão de casar ou morar junto significa, sim, que deseja compartilhar mais tempo com essa pessoa. Assim, seu tempo livre diminuirá, mas cada um deve ter momentos para atividades só suas e para as coisas que costumava fazer antes ou mesmo as que criou após a união. "O tempo que se passa longe traz renovação, dá saudade, é positivo para a relação. Quando se reunirem depois, ambos terão mais assunto para conversar e ideias para compartilhar", avalia a psicóloga.

Conversamos sobre dinheiro numa boa? 
Marina Vasconcellos - É possível chegar a um equilíbrio sobre as despesas com muita conversa e negociação. Vale lembrar que ambos namoraram antes de morar juntos e conhecem minimamente os hábitos, inclusive os financeiros, um do outro. É importante conversar amplamente sobre dinheiro, deixar claro quanto cada um ganha e quanto cada um pode contribuir para o sustento da casa.

Triana Portal - Questões financeiras afetam enormemente uma relação e muitas acabam quando há falta ou excesso de dinheiro, já que ambos extremos colocam em xeque os conceitos de parceria, altruísmo e egoísmo. Nos afazeres domésticos é a mesma questão. A mulher, quando trabalha e divide as despesas ou mesmo contribui para o orçamento doméstico, acaba sobrecarregada e sofre com a dupla ou tripla jornada. Mesmo trabalhando fora, os afazeres domésticos ainda recaem sobre ela. O homem não se sente envergonhado de não prover, mas cobra da mulher a função dos afazeres domésticos. São raros os casos em que essa divisão é equilibrada. 
É mais fácil para quem já mora só ou para quem sai da casa dos pais? 
Triana Portal  - É mais fácil para quem sai da casa dos pais, pois já está habituado a dividir o espaço, a tolerar as diferenças, a aceitar as peculiaridades de cada um. "Quem mora sozinho cria hábitos, passa a apreciar estar só, a ocupar todos os espaços e terá mais dificuldade em se adaptar à vida a dois. Tomar decisões em comum passa a ser mais penoso também principalmente com as coisas que parecem mais simples como que cor pintar uma parede ou qual marca de manteiga comprar, mas que causam estresse enorme no cotidiano", explica.

Marina Vasconcellos - "Se a pessoa mora na casa dos pais, ela pode estar acostumada a ser servida, ter a mãe cuidando e pode querer coisas que os pais faziam. Já quem mora só está acostumado com a individualidade, a fazer tudo do jeito que quer e tem total autonomia. Todo mundo deve aprender que, quando vai morar junto, é preciso aceitar e conviver com as diferenças do outro. Isso é o que pega quando duas pessoas vão juntar as escovas", explica Marina Vasconcellos.

O diálogo entre nós acontece com frequência? 
Marina Vasconcellos - A base de toda relação será a conversa e ele ou ela devem ser específicos ao dizer o que causa desconforto. Se há algo no outro que incomoda, fale. Você pode dizer ‘olha, isso me incomoda, eu me sinto de tal jeito quando você faz tal coisa’. Se coloque na primeira pessoa ao reforçar ‘como eu me sinto assim quando você faz alguma coisa’. É durante a conversa que se percebe o quanto se exige do outro.

Triana Portal  - Ambos devem contribuir para o bom andamento do relacionamento. É claro que, como em todas as relações, sempre há um que é mais disposto a ceder, que tem mais paciência, mas não se deve acomodar, porque com o passar do tempo a sobrecarga vem à tona. Cada um deve manter sua autonomia, seus hábitos e gostos pessoais. A simbiose não é saudável. Muitas pessoas casam ou vão morar juntas com a pretensão de mudar o outro, modelar conforme seu gosto e aí começam os atritos. Assim, considere que, para a relação vingar, deve existir respeito ao espaço do outro, admiração e confiança.

Respeitamos a individualidade um do outro? 
Triana Portal - Para poder respeitar o outro é preciso ter claro para si o que significa um relacionamento conjugal, suas implicações, deveres e direitos. A pessoa com boa autoestima e que está feliz consigo mesma costuma ter mais ponderação ao lidar com o outro. Maturidade e equilíbrio emocional deveriam ser pré-requisitos para a vida conjugal. Muitos se aventuram no casamento sem ter respeito e controle da sua própria vida e acabam projetando suas dificuldades no parceiro.

Marina Vasconcellos - Colocar-se no lugar do outro é uma regra básica para os relacionamentos. Você tem que se imaginar como o outro se sente quando você faz as coisas. O ditado "faça aos outros o que gostaria que eles fizessem a você" faz a grande diferença em qualquer relação.

Nosso estilo de vida social realmente combina? 
Marina Vasconcellos - Isso pode nem ter tanta diferença quando se namora, mas o "morar junto" exige uma cumplicidade maior de gostos, interesses e hábitos em comum. Será complicado se ele gostar de ver a novela das oito e você de ir ao cinema à noite. Mas isso não é razão para achar que a relação irá para o brejo. Tudo será uma questão de adaptação até acharem o currículo de diversão ideal para vocês.

Triana Portal - A vida social muda e assim deve ser. Se você mudou seu estado civil, mudanças psicológicas também acontecem. Por isso digo que as mudanças são mais bem internalizadas quando acontece o casamento no papel, pois tem um peso social que reflete simbolicamente. As pessoas atualmente querem só ganhar sem abrir mão de nada, e isso é parte de um movimento de individualidade egoísta e exacerbado da contemporaneidade que vislumbra algo incompatível com o casamento em seu sentido amplo.

Como lidar com as cobranças excessivas? 
Para a psicóloga Triana Portal, as cobranças excessivas devem ser compreendidas, trabalhadas e melhoradas. Assim, deve existir parceria, equilíbrio e conversa. "Um dos segredos para um relacionamento saudável é a boa comunicação. Se você tiver espaço para tirar as dúvidas, expressar insatisfações e disposição para ouvir o parceiro, as chances de dar certo aumentam significantemente. Casais que conversam bastante são mais unidos, mais próximos e se respeitam mais", explica.

Temos uma política para resolver conflitos? 
Tenha paciência e dedique-se à relação. Problemas não se resolvem sozinhos e toda relação precisa de manutenção. Além de tudo, mantenha os pés no chão. "Resolver conflitos é um processo e não há fórmula mágica. Trabalhe a relação, faça sua parte, envolvam-se, as conquistas são mais apreciadas do que as coisas que vêm fácil. Se relação não tivesse conflito não haveria lugar para evolução", destaca Triana.

Nosso 'morar juntos' será mesmo um mar de rosas? 
"Não tenha expectativas e exigências desmedidas. Um relacionamento conjugal é uma delícia, mas não espere um mar de rosas toda hora. Estabeleçam uma boa comunicação e, sempre que possível, tenham uma DR amigável para acertar os ponteiros", ressalta a psicóloga Triana Portal.

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