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23 de junho de 2012

União pelo poder, não pelo bem de Arapongas



Parece que penicilina envelheceu e se uniu com os vermes.  Foto: Ronildo Pimentel


Confesso que quando vi pela primeira vez a imagem envolvendo inimigos políticos históricos e declarados me assustei. É claro que no meio político pode-se imaginar de tudo, mas a imagem que se vê é inimaginável.

Indo por parte, nem o pior dos otimistas imaginaria ver Bisca na mesma foto com Waldyr Pugliesi, muito menos um Grassano. Conta lenda, pois eu era um bebê, que o então candidato a prefeito de Arapongas, o senhor Ortêncio, na campanha da sua segunda candidatura à prefeitura da Cidade dos Pássaros, falou o seguinte para mim, “peça para sua mãe votar em mim por que eu sou mais bonito do que aquele velho”, e outras coisas que quem conhece do agora velhinho sabe que ele é capaz de falar. O velho que ele se referia era o seu adversário, não me recordo, mas acho que era o Colombino Grassano.

Ouvimos várias histórias, inclusive da própria boca do senhor Ortêncio, se referindo à família Grassano. Ele falava com todo o seu discurso, que nunca mudou, que o seu adversário era da ARENA, o perseguia, era da extrema direita, e blá blá blá. Coisas do gênero. Cresci vendo esses dois grupos, Pugliesi e Grassano, duelarem poderes, brigando e acusando um ao outro. Até pouco tempo.

Depois foi a vez de a família Pugliesi atacar e ser atacada pelo Bisca. Lembro, estava presente, que o senhor José Aparecido Bisca, quando assumiu a prefeitura, na primeira legislatura (1° de janeiro de 1997), falando que queimaria a cadeira que foi ocupada pelo seu adversário. Inclusive ele passou álcool nela antes de sentar.

Agora, não pelo bem da cidade, pelo contrário, por causa de poder, juntaram os três, Puglisi X Grassano X Bisca. Se olhar bem, chega a dar medo, parece os grupos de mafiosos dos filmes que tinha o Al Capponi. Não sendo muito “critico” ou pegando pesado, a leitura que se faz desta foto é a mesma de um urubu em volta da carniça. A carniça em questão é Arapongas.

Desde 1955 Arapongas é comandada por todos esses que estão nesta foto, pelo menos os que morreram estão sendo representados pelos seus familiares. Começando pelo Colombino Grassano (1955-1959; 1963-1969), passando por Sadaho Yokomizo (1969-1973), Toninho Grassano (1077-1983; 1989-1992), Waldyr Pugliesi (1973-1977; 1983-1988; 1993-1996); Zé Bisca (1997-2004) e finalizando com o sobrinho do deputado, Beto Pugliese (2005-2012).

Ao analisarmos os prefeitos, percebe-se que as famílias, no caso as três, não querem largar o osso, o que querem é que o poder continue na dinastia. São 57 anos dos mesmos no comando da cidade. A ganância e vontade de continuar mandando é tão grande, que eles se uniram. Engana-se quem acredita no discurso que esta união é para o bem de Arapongas.

Sem contar que ouvimos milhares de vezes que uma pessoa desta foto sempre disse que era a penicilina e os outros, que estão na foto, são vermes e bactérias. Parece que penicilina envelheceu e se uniu com os vermes. 


Só um registro, segue abaixo uma informação que o Esmael Morais trouxe sobre o assunto no dia 21 de junho.
 Testemunharam o acordo político Nelson Joaquim (PSDB), os democratas José Bisca, João Affonso e Daily Camargo (presidente do DEM, de Arapongas).
Também acompanharam a reunião o presidente estadual do DEM, deputado Élio Rusch, e o presidente da Assembleia e do PSDB, Valdir Rossoni, que lutaram o quanto puderam para privatizar a Copel na era Jaime Lerner.
Waldyr Pugliesi, em 2001, é bom registrar, era contra os neoliberais que hoje comandam o governo do Paraná.

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